quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O que eu vivi e ouvi em 2014


2014. Que ano, meus amigos! Que ano!

Para este que vos fala, a vida foi de uma reviravolta impressionante. Enfim, saí da casa dos pais e do colinho da mamãe. Mudei de casa. De cidade. De estado. De status de relacionamento. De emprego. De status de relacionamento novamente. Enfim, de vida. Coisas boas, ruins, medianas, um turbilhão de emoções para este que vos escreve até chegar a esse momento onde posso parar e refletir sobre tudo aquilo que me transformou em 2014. Nenhuma outra palavra definiria melhor esse ano do que MUDANÇAS.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Rock in Rio caminha em círculos


Alguns minutos depois de ler pelas redes sociais que Katy Perry foi a primeira atração confirmada para o festival Rock in Rio Brasil 2015 (sim, é importante incluir o nome país, pois há algum tempo a marca se tornou um produto tipo exportação), me peguei pensando em como devem ser as negociações com os artistas que tocam no festival. Antes mesmo que sejam confirmadas mais bandas - logo após a primeira, veio também a confirmação do cantor John Legend e alguns dias depois, também foi confirmado a banda Nightwish - já imagino quais bandas também podem estar voltando para tocar no evento do Medina pela segunda, terceira ou enésima vez. E, fazendo uma breve análise, parece que não é tão difícil assim arriscar uns palpites.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os 28 anos do lançamento de Somewhere In Time, meu portal de entrada no universo do Iron Maiden


O ano era 2002. Ainda dava meus primeiros passos no descobrimento desse novo estilo que estava começando a ouvir. Como todo adolescente da minha geração, fui iniciado nos caminhos do rock ouvindo bandas como Legião Urbana e Guns N' Roses. Cada vez mais interessado nesse tipo de som, e depois de tantas fitas K7 gravadas de amigos (sim, esse ainda era o formato de música que eu ouvia à época), era a hora de dar um passo além. Sim, estava decidido a comprar meu primeiro CD. Ainda não sabia qual seria, nem o impacto que ele teria na minha vida pelos anos seguintes.

Aparelho excretor não reproduz? Quem assistiu ao debate da Record ontem comprovou exatamente o contrário


Sim, este é um blog essencialmente sobre música. Você não está no lugar errado. Mas é inevitável que eu, como cidadão, aborde aqui outros assuntos que me chamem a atenção. Futebol, televisão, cultura pop em geral, e porquê não, política. Além do muro, sempre.

Confeso que não sou uma pessoa engajada politicamente. Me interesso pouco por esse assunto. Nas conversas entre amigos, sou o último a emitir minha opinião, exatamente por não ter uma propriamente dita. Não sou admirador de qualquer partido político, tampouco dos presidenciáveis que aí estão.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Rock in Rio 2013 - memórias (parte final - 22/09: Slayer, Iron Maiden e o final perfeito para um festival inesquecível)


Domingo, 22 de setembro de 2013.

Já havia aprendido a lição no dia 19. Logo, comprei o máximo de alimentos que eu podia pra levar nesse dia. Bolos, biscoitos, sanduíches e frutas não faltariam dessa vez. Tudo pra não depender das praças de alimentação da Cidade do Rock com seus preços abusivos nos lanches. Realmente foi ingenuidade da minha parte (pra não dizer burrice) levar dinheiro na quinta pra desembolsar cerca de quinze reais em um "hambúrguer" (entenda pão com carne), dezoito reais em uma pizza brotinho, ou mesmo desessete reais em uma batata frita em cone com um copo de refrigerante. Todos os insumos necessários eu levaria comigo na mochila. E assim foi.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Rock in Rio 2013 - memórias (parte 02 - 19/09: Alice in Chains, Ghost B.C., Metallica... e muito mais)


Enfim, chegou o grande dia, 19 de setembro.

No geral, nenhum dos outros dias não eram atraentes o suficiente de forma que valessem a pena meus esforços anteriores para ir. Juntando todas as atrações que talvez fossem interessantes, não teriam a expressividade de metade das bandas que eu ansiava ir nesse primeiro dia. Talvez Living Colour, no dia 13. Ou quem sabe The Offspring e Marky Ramone no dia 14. Absolutamente nada no dia 15, tampouco do dia 16 (nem mesmo o Bon Jovi, que há tempos caiu no meu desagrado, tanto em estúdio quanto em seus shows mornos). E quem sabe, Bruce Springsteen no dia 21, se eu curtisse seu som à época da forma que curto hoje.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Rock in Rio 2013 - memórias (parte 01 - a compra dos ingressos e a ansiedade da espera)


Qunta feira, 10 de abril de 2013, 09:59 am.

Finalmente, depois de ouvir histórias sobre as edições de 1985 e 1991, de conhecer, me apaixonar pelo estilo e acompanhar a edição de 2001, de bater na trave para ir, mas assistir frustrado de casa a série de shows realizada em 2011, lá estava eu diante da tela do computador (do trabalho), aguardando a tão esperada abertura do sistema de vendas online de ingressos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Em Supernova, banda Malta transita entre o sertanejo universitário e o metal plastificado


Reality shows musicais são surpreendentes. Para o bem e para o mal.

Passamos alguns meses assistindo, e quando menos esperamos nos pegamos torcendo pra um ou outro artista que nos agrade em certa altura do programa. E no final nos tornamos mais do que fãs, mas torcedores que defendem com unhas e dentes nas redes sociais aquele conjunto ou cantor que por algum motivo achamos que merece ganhar a edição.

domingo, 7 de setembro de 2014

Black Label Society - Catacombs of the Black Vatican (2014)


Após um intervalo de quatro anos desde seu último lançamento de inéditas, o guitar hero levantador de pesos, ex-alcoólatra e ex-fiel escudeiro de Ozzy Osbourne, Zakk “fucking” Wylde está de volta com mais uma pedrada, intitulada Catacombs of the Black Vatican. Cada vez mais afastado da sombra de seu padrinho madman, o guitarrista apresenta neste trabalho a mesma fórmula que norteou toda sua carreira solo. 

Adrenaline Mob - Men of Honor (2014)


Apresentando melodias mais grudentas e pouca evolução em relação ao seu debut, Omertá (2012), o Adrenaline Mob - agora sem um de seus pilares, o baterista Mike Portnoy - lançou recentemente Men of Honor, seu segundo trabalho de estúdio. Com uma sonoridade baseada no hard rock com doses homeopáticas do prog metal que elevou ao estrelato seus principais líderes, o vocalista Russell Allen e o já citado baterista, substituído aqui por AJ Pero (Twisted Sister), é perceptível que a banda ainda se destaca mais pela individualidade e qualidade técnica de seus integrantes do que pela soma do todo.

sábado, 6 de setembro de 2014

The Birds of Satan - The Birds of Satan (2014)


Parece que o baterista e parceiro de longa data de Dave Grohl no Foo Fighters, Taylor Hawkins, aprendeu direitinho com o patrão a alçar outros voos em uma infinidade de trabalhos paralelos à sua banda original. Hawkins se juntou a Wiley Hodgen (backing vocals e baixo) e a Mick Murphy (guitarra) e gravou os vocais e bateria das sete músicas que configuram o tracklist de seu mais novo projeto, chamado The Birds of Satan.

Behemoth - The Satanist (2014)


É certo que eu não sou a pessoa mais indicada para uma análise mais profunda de The Satanist,lançamento mais recente da banda polonesa Behemoth. Do black metal conheço pouco sobre o estilo, acompanhando com interesse maior pouquíssimas bandas, como o Mayhem, um de seus maiores expoentes. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Matt Sorum's Fierce Joy - Stratosphere (2014)


É interessante notar como certos artistas têm a capacidade de se reinventar e entregar algo completamente inusitado a seus fãs em determinado ponto de suas carreiras. Quando você pensa que não há nada mais que o músico em questão possa oferecer além de seu já tradicional e conhecido estilo, ele aparece e solta um punhado de composições fugindo à regra de tudo aquilo que se espera dele, se é que deveria haver uma.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Red Dragon Cartel - Red Dragon Cartel (2014)


Jakey Lou Williams, mais conhecido no mundo da música como o guitarrista Jake E. Lee, é um cara de sorte. Após deixar a banda Mickey Ratt, que futuramente viria a se tornar mundialmente famosa sem o seu primeiro nome, e uma breve passagem pela banda solo de Ronnie James Dio em 1982, veio a alcançar o estrelato mundial no ano seguinte após o convite de Ozzy Osbourne para a difícil tarefa de substituir o lendário e falecido guitarrista Randy Rhoads. Sob a desconfiança dos fãs do Madman, gravou dois bons discos – Bark at the Moon (1983) e o multiplatinado The Ultimate Sin (1986) – alcançando reconhecimento mundial por sua técnica apurada e virtuosismo empunhando sua guitarra Charvel, marca da qual sempre foi endorsee. 

Mastodon - Once More 'Round the Sun (2014)


Cercado de grande expectativa por parte dos fãs, o mais novo lançamento de inéditas do Mastodon chegou ao mercado sem a necessidade de provar nada a ninguém. Sim, pois contando com uma discografia impecavelmente formada por trabalhos não menos que excelentes, o quarteto norte-americano decidiu apostar suas fichas em um disco mais acessível e diversificado no recém lançado Once More 'Round the Sun.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Bruce Springsteen - High Hopes (2014)


Confesso, com uma certa vergonha, que até pouco tempo atrás desconhecia completamente a obra de Bruce Springsteen. Ainda que por ignorância ou desinteresse, nunca fui atrás de seus discos, por mais que tivesse várias recomendações de amigos que já o conheciam mais a fundo. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Em Space Invader, Ace Frehley mostra porque ainda é o melhor músico do Kiss em atividade


Não é de hoje que sustento a afirmação assertiva que intitula essas linhas, mas sim desde 1977. Não que eu tenha nascido antes do ano em que Paul Daniel Frehley criou coragem, perdeu a vergonha e mostrou ao mundo que também sabia cantar e compor suas canções no KISS, debutando com a sensacional "Shock Me", uma das principais canções do clássico Love Gun, lançado pelo quarteto maquiado no ano em questão. Mas desde que a ouvi pela primeira vez, logo que descobri a banda (quase quarenta anos depois), tive no spaceman a personificação de meu ídolo, guitar hero e personagem favorito na banda.

sábado, 30 de agosto de 2014

O fim da música no formato físico


Era pra ser um sábado normal.

Era.

Em meu costumeiro passeio matutino pelo comércio de Belo Horizonte, é de praxe passar em uma ou outra loja de discos pra olhar as novidades que por lá aparecem. Volta e meia encontro algum disco que me agrada, com um preço atrativo. Confesso que esse é um trabalho árduo, até porque desde que me mudei pra beagá, raramente compro algum CD ou DVD, por uma questão de espaço e por não ter mais tempo para ouví-los em casa. Mesmo assim, costuma ser bem prazeroso estar no mesmo ambiente que centenas de lançamentos bonitinhos, embalados e cheirando a novo.

Livro - Crazy Diamond: Syd Barrett e o Surgimento do Pink Floyd


Apesar de suas seis décadas de existência, Syd Barrett, cujo nome de batismo era Roger Keith Barrett - viveu pouco. É essa a impressão que temos ao ler a biografia Crazy Diamond: Syd Barrett e o Surgimento do Pink Floyd. O vocalista, guitarrista, fundador e principal compositor da lendária banda inglesa de rock progressivo em seus primórdios entrou em colapso mental muito jovem, logo após o lançamento de seu disco de estreia, o seminal The Piper at the Gates of Dawn (1967), fato esse que levou o grupo a substituí-lo pelo seu grande amigo David Gilmour. Desde então, sua criação musical se resumiu a algumas poucas composições do segundo disco da banda, A Saucerful of Secrets (1968) e a gravação de dois álbuns solo de pouca relevância, The Madcap Laughs e Barrett, ambos lançados em 1970.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Por que Load, do Metallica e Risk, do Megadeth fazem até hoje o fã mais radical torcer o nariz?


Metallica ou Megadeth? Com certeza você, amigo leitor, já se fez essa pergunta ou participou de alguma discussão acalorada entre amigos sobre qual dos dois dos principais ícones do thrash metal é o melhor. Bem, esse texto não tem como objetivo alimentar ainda mais esse tema, até por que com certeza quem lê essas linhas já tem a sua opinião mais do que formada a respeito dessas duas bandas. O assunto aqui é outro. Por mais que a banda liderada por James Hetfield e Lars Ulrich de um lado e a outra sob o comando ditatorial do líder Dave Mustaine tenham seguido caminhos distintos em termos de sonoridade em suas carreiras, é fato que mais ou menos na mesma época ambas têm um ponto em comum: o lançamento de dois discos controversos e que até hoje são considerados como o ponto baixo em suas discografias – sim, eles mesmos! Estou falando de Load (1996) e Risk (1999). Os dois álbuns têm em comum, além da mudança visual das bandas, afinações predominantemente baixas nos instrumentos, logotipos novos, maquiagens e cabelos curtos por parte da maioria de seus integrantes. Em casos mais extremos, até mesmo “beijo na boca” entre Lars Ulrich e Kirk Hammett. Mas vamos ao que interessa: será que o que realmente importa – a música – é realmente ruim?

domingo, 3 de agosto de 2014

O #T7W voltou. E agora?



Dois anos.

Muita coisa boa (e outras nem tanto assim) aconteceram nesse intervalo de tempo na vida deste indivíduo que vos escreve. Árduos períodos na faculdade que me fizeram interromper as postagens por aqui. O TCC, a formatura, o registro profissional como Administrador no CRA. Recebi o convite do grande Ricardo Seelig para colaborar como redator para o site Collectors Room. Abandonei o emprego antigo depois de oito anos. Noivei, e me mudei no dia seguinte para Belo Horizonte. Arrumei um novo trampo dentro de minha área de formação, um de meus principais objetivos ao sair da pequena Três Rios em crescimento e vir pra cá.