sábado, 30 de agosto de 2014

O fim da música no formato físico


Era pra ser um sábado normal.

Era.

Em meu costumeiro passeio matutino pelo comércio de Belo Horizonte, é de praxe passar em uma ou outra loja de discos pra olhar as novidades que por lá aparecem. Volta e meia encontro algum disco que me agrada, com um preço atrativo. Confesso que esse é um trabalho árduo, até porque desde que me mudei pra beagá, raramente compro algum CD ou DVD, por uma questão de espaço e por não ter mais tempo para ouví-los em casa. Mesmo assim, costuma ser bem prazeroso estar no mesmo ambiente que centenas de lançamentos bonitinhos, embalados e cheirando a novo.

Livro - Crazy Diamond: Syd Barrett e o Surgimento do Pink Floyd


Apesar de suas seis décadas de existência, Syd Barrett, cujo nome de batismo era Roger Keith Barrett - viveu pouco. É essa a impressão que temos ao ler a biografia Crazy Diamond: Syd Barrett e o Surgimento do Pink Floyd. O vocalista, guitarrista, fundador e principal compositor da lendária banda inglesa de rock progressivo em seus primórdios entrou em colapso mental muito jovem, logo após o lançamento de seu disco de estreia, o seminal The Piper at the Gates of Dawn (1967), fato esse que levou o grupo a substituí-lo pelo seu grande amigo David Gilmour. Desde então, sua criação musical se resumiu a algumas poucas composições do segundo disco da banda, A Saucerful of Secrets (1968) e a gravação de dois álbuns solo de pouca relevância, The Madcap Laughs e Barrett, ambos lançados em 1970.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Por que Load, do Metallica e Risk, do Megadeth fazem até hoje o fã mais radical torcer o nariz?


Metallica ou Megadeth? Com certeza você, amigo leitor, já se fez essa pergunta ou participou de alguma discussão acalorada entre amigos sobre qual dos dois dos principais ícones do thrash metal é o melhor. Bem, esse texto não tem como objetivo alimentar ainda mais esse tema, até por que com certeza quem lê essas linhas já tem a sua opinião mais do que formada a respeito dessas duas bandas. O assunto aqui é outro. Por mais que a banda liderada por James Hetfield e Lars Ulrich de um lado e a outra sob o comando ditatorial do líder Dave Mustaine tenham seguido caminhos distintos em termos de sonoridade em suas carreiras, é fato que mais ou menos na mesma época ambas têm um ponto em comum: o lançamento de dois discos controversos e que até hoje são considerados como o ponto baixo em suas discografias – sim, eles mesmos! Estou falando de Load (1996) e Risk (1999). Os dois álbuns têm em comum, além da mudança visual das bandas, afinações predominantemente baixas nos instrumentos, logotipos novos, maquiagens e cabelos curtos por parte da maioria de seus integrantes. Em casos mais extremos, até mesmo “beijo na boca” entre Lars Ulrich e Kirk Hammett. Mas vamos ao que interessa: será que o que realmente importa – a música – é realmente ruim?

domingo, 3 de agosto de 2014

O #T7W voltou. E agora?



Dois anos.

Muita coisa boa (e outras nem tanto assim) aconteceram nesse intervalo de tempo na vida deste indivíduo que vos escreve. Árduos períodos na faculdade que me fizeram interromper as postagens por aqui. O TCC, a formatura, o registro profissional como Administrador no CRA. Recebi o convite do grande Ricardo Seelig para colaborar como redator para o site Collectors Room. Abandonei o emprego antigo depois de oito anos. Noivei, e me mudei no dia seguinte para Belo Horizonte. Arrumei um novo trampo dentro de minha área de formação, um de meus principais objetivos ao sair da pequena Três Rios em crescimento e vir pra cá.