terça-feira, 16 de setembro de 2014

Rock in Rio 2013 - memórias (parte 01 - a compra dos ingressos e a ansiedade da espera)


Qunta feira, 10 de abril de 2013, 09:59 am.

Finalmente, depois de ouvir histórias sobre as edições de 1985 e 1991, de conhecer, me apaixonar pelo estilo e acompanhar a edição de 2001, de bater na trave para ir, mas assistir frustrado de casa a série de shows realizada em 2011, lá estava eu diante da tela do computador (do trabalho), aguardando a tão esperada abertura do sistema de vendas online de ingressos.

Não me contentaria em ir em somente um dia. Desde os rumores sobre esta edição, ainda em 2012, a abertura de vendas exclusivas para quem possuia o Rock in Rio Card, os primeiros artistas confirmados, não tinha dúvidas que esta edição eu não iria assistir somente de casa, assim como as anteriores. Havia esperado toda minha existência por aquele momento. Desta forma, minha experiência só seria completa se eu comprasse ingresso para os dois principais dias do festival para mim. Os "dias do metal".

Já vinha me programado psicologicamente para estar nos dias 19 e 22 de setembro na Cidade do Rock, em Jacarepaguá. Em apenas um minuto, daria início a realização do sonho de ver minhas bandas favoritas. Maiden, Metallica, Alice in Chains, Slayer, a minha favorita naquele momento, Ghost B.C., e outras ainda a serem confirmadas.

Mal sabia eu que aquele minuto duraria aproximadamente três horas.

Após uma luta incessante que beirou o desespero de fã tentando atualizar a página segundo a segundo para tentar comprar os ingressos, finalmente às 12:46 - já no notebook em casa, no horário de almoço - consegui visualizar a tão esperada mensagem de "sua compra foi realizada com sucesso". Yes! Poucos minutos depois, estariam esgotadas as entradas para praticamente todos dias, incluindo os que eu iria. Mas quem se importava com isso? Afinal minhas entradas, que retirei no local informado no Rio alguns meses depois, já estavam garantidas para o evento.


Bem, nem tudo foram flores depois da compra.

Após cair a ficha, finalmente me dei conta de que 19/09 seria o aniversário da minha então namorada à época, Rosângela. Ela não curte os estilos que eu ouço, então obviamente não iria comigo. Após longas discussões durante os cinco meses seguintes sobre passarmos longe um do outro o primeiro aniversário dela em nove anos de namoro, consegui convencê-la de que mais importante do que essa data que celebraríamos por anos e anos mais, era importante pra mim naquele momento realizar meu sonho de estar no festival. Muito a contragosto, ela aceitou.

Além disso, todas as excursões fretadas de Três Rios e cidades vizinhas para o evento já estavam lotadas. Não havia nenhum amigo ou conhecido que fosse de carro pra lá. Logo, teria que ir sozinho. De ônibus regular, com a cara e a coragem para ir neste lugar até então inédito e desconhecido pra mim. Sem problemas, pensei à época. Ou ao menos um problema menor perto dos que o antecederam. Comprei com certa facilidade as passagens de Três Rios para a capital, e o RioCard Rock in Rio Primeira Classe, que apesar do valor salgado me proporcionaria conforto e segurança desde o embarque, na Rodoviária Novo Rio até a Cidade do Rock, na ida e vinda após o término dos shows.

Os dias se passaram como uma eternidade até chegar o tão esperado mês setembro, para desespero de meus pais, que temiam pela segurança de seu filho querido em um festival "lotado de gente perigosa e de onde eu poderia não voltar vivo", segundo eles.

Todas as minhas lembranças acerca do Rock in Rio 2013 - os shows, os relatos e tudo aquilo que ainda me vêm à memória dessas datas serão relembrados em textos especiais que publicarei aqui nos dias 19 e 22 de setembro, exatamente um ano após os shows que pude presenciar. Será interessante relatar as sensações dessa experiência depois de um certo tempo. Na empolgação que se seguiu logo após ao evento, talvez eu não pudesse descrever tão bem e de forma imparcial o quão interessantes foram esses dias da mesma forma que os vejo agora. Creio que muitas das sensações que eu vivi como marinheiro de primeira viagem nesse grande festival, são as mesmas que boa parte das oitenta mil pessoas que estavam ao meu redor em cada dia lá na Cidade do Rock.

Deixe também suas memórias sobre esses dias nos comentários.

Por Tiago Neves