quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O que eu vivi e ouvi em 2014


2014. Que ano, meus amigos! Que ano!

Para este que vos fala, a vida foi de uma reviravolta impressionante. Enfim, saí da casa dos pais e do colinho da mamãe. Mudei de casa. De cidade. De estado. De status de relacionamento. De emprego. De status de relacionamento novamente. Enfim, de vida. Coisas boas, ruins, medianas, um turbilhão de emoções para este que vos escreve até chegar a esse momento onde posso parar e refletir sobre tudo aquilo que me transformou em 2014. Nenhuma outra palavra definiria melhor esse ano do que MUDANÇAS.

E a música - óbvio - não poderia faltar em nenhum desses momentos. Sempre ela, que permeia e floreia meus sentimentos, como trilha sonora dessa jornada louca que foi esse ano de 2014. Ás vezes mais, outras menos, mas sempre lá, no meu fone de ouvido a sangrar os ouvidos ou delicadamente me acalmando para que eu segurasse a onda e aguentasse firme todo o tranco que aconteceu ao longo desses últimos doze meses.

Ainda no campo musical, outras surpresas ainda me aguardavam. Logo no começo do ano, recebi o convite do grande Ricardo Seelig para colaborar junto com sua excelente equipe do site Collectors Room. Aprendi muita coisa no período que estive por lá, e serei sempre grato a ele pela oportunidade de expor minhas opiniões nesse grande veículo, junto dos camaradas Marcelo Vieira, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Carvalho e Thiago Cardim. Encerrado o meu ciclo na CR, encontrei forças e inspiração suficientes para comprar o domínio ".com.br" para o #T7W e retomar as atividades deste blog. Ainda que eu não consiga manter uma frequência regular de publicações por aqui, me orgulho muito do que consigo produzir, e mais ainda, dos acessos e da repercussão de alguns textos que publico aqui. Espero sinceramente que em 2015 eu possa fazer esse espaço ser mais visto por quem curte boa música e quem tem algum apreço e interesse em ler o que eu escrevo por aqui.

Costumo ouvir muita velharia. Mas sempre renovo meus ouvidos buscando novos sons e experiências diversificadas nos mais diversos lançamentos. Tudo o que eu ouvi em 2014 pode ser visto no meu perfil do Rate Your Music, site onde registro os discos e aquisições novas, sejam físicas ou apenas pelo Spotify, que definitivamente foi incorporado á minha cultura musical, de forma tão intensa que perdi absolutamente o interesse em comprar novos discos. Entre os destaques positivos, acho justo considerar esses dez que listo logo abaixo, sem ordem de preferência:




O disco que me fez entrar de cabeça no universo do Black Metal. Produção polida e cristalina, uma porrada atrás da outra.




Logo que me mudei para Belo Horizonte, em junho, fiquei um tempo sem ouvir música. O primeiro lançamento que busquei após me estabelecer por aqui foi esse. Mastodon sendo excelente, pra variar.


Killer Be Killed - Killer Be Killed


Porrada e melodia. A fúria de Max Cavalera aliada a Troy Sanders (Mastodon), Dave Elitch (The Mars Volta) e Greg Puciato (The Dillinger Escape Plan). Tinha tudo pra dar certo. E deu. Aguardemos os próximos lançamentos.


Criolo - Convoque seu Buda 


Criolo conseguiu aqui a proeza de apresentar desde a capa até o conteúdo um trabalho muito mais refinado e sofisticado do que o excelente disco que o antecede, Nó na Orelha (2011). 




Quem iria imaginar que o furioso baterista do Guns n' Roses iria soltar um disco tão delicado e repleto de sentimentos como esse. Surpresa mais do que grata!




Digo e repito: Ace Frehley é o melhor músico do Kiss em atividade. Enquanto os seus ex patrões Simmons e Stanley insistem em se arrastar com um grupo cover que chamam de Kiss por pura conveniência, o eterno Spaceman faz o que sempre fez de melhor - rock and roll - ainda que não consiga manter uma regularidade em sua carreira.




Parece que foi o ano de bateristas lançarem seus projetos fora da caixa. Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighers, foi um deles e não decepcionou com esse lançamento estranho, e bom por esse mesmo motivo.


Titãs - Nheengatu 


O segundo representante nacional da lista. Titãs voltando a ser Titãs novamente. Ácidos, sarcásticos, desbocados e sem canções bonitinhas de amor para trilha de novela. Quer coisa melhor?


Pharrel Williams - G I R L


Desde sua participação vocal com o Daft Punk na música do ano de 2013 "Get Lucky" me interessei pelo seu trabalho. Aqui ele traz o melhor de suas influências Michael Jackson e Motown. E também a canção mais ouvida em 2014, "Happy". O cara é foda, diga-se de passagem!




Tão bom quanto subestimado, o ex guitarrista de Ozzy Osbourne saiu da toca e lançou um punhado de boas canções, com alguns pequenos deslizes. Vale muito pelo retorno à atividade de Jake E. Lee, que sempre curti demais com o madman e com o Badlands.


Esperava muito mais de alguns artistas favoritos aqui da casa, como Judas Priest, Slipknot e Foo Fighters. O que lançaram esse ano deixou a desejar em alguns aspectos. Fiquei curioso em saber como soaria o tal De la Tierra, projeto latino de Andreas Kisser, até ouvir e perceber que o guitarrista falhou miseravelmente em seu projeto de reunir um supergrupo das américas. Outros gupos menores entraram em minha playlist nesse ano, e saíram tao rápido que não valem a pena serem relembrados. 

Enfim, 2014 foi muito gratificante em termos musicais, ainda que menos do que em anos anteriores. Teve discos excelentes, bons, medianos, ruins, péssimos... ah, e teve coisa que conseguiu ser pior que isso, como o engodo chamado Banda Malta. Esses sim superaram o limite da mediocridade, ainda que mostrassem mais potencial no reality show Superstar do que em Supernova, seu pavoroso trabalho de estreia. Vida segue.

Um excelente ano novo pra todos vocês.  Que venham os desafios dos próximos 365 dias.

Nos vemos em 2015!
Forte abraço!