terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Os quinze anos de "Rock in Rio", do Iron Maiden



19/01/2001

Há exatos quinze anos eu via (pela TV) o show que viraria ao avesso todo o meu conceito sobre música.

Influenciado por um amigo, fui correndo sintonizar no canal para ver que banda era essa que tanto gerava alvoroço nele e nas quase 200 mil pessoas que presenciaram na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, esse momento único.

A introdução com "Arthur's Farewall" já impressionava pela imponência e pela expectativa do que viria a seguir. 
Logo na sequência, a entrada de Adrian Smith (ainda não sabia à época que ele havia retornado recentemente ao grupo, junto com Bruce Dickinson) e os primeiros acordes de "The Wicker Man" me fizeram cair o queixo com o peso (obviamente mais evidente no CD e DVD lançado depois do que na transmissão televisiva).

As três músicas iniciais, todas do melhor disco da fase em sexteto da donzela - Brave New World (2000) já mostravam que a banda já entrava em campo com o jogo ganho, tamanha a aceitação do novo trabalho, em grande parte movida pela emoção do retorno de Adrian e Bruce.

Com uma execução impecável, até mesmo nas músicas da época Blaze Bayley - "Sign of The Cross" (um dos pontos altos do show) e "The Clansman" tem neste show suas verões definitivas, com Bruce elevando-as a outro patamar - a empolgação até certo ponto exagerada do malabarista Janick Gers e a condução com maestria do chefe Steve Harris, tudo estava ali, fazendo na cabeça deste que vos escreve um turbilhão de emoções onde, do sofá de minha casa, assistia a tudo em catarse.  

Lançado no ano seguinte em CD e DVD duplo (a propósito, recomendo os dois) esses registros marcaram uma época onde tudo era absolutamente novo pra mim nesse estilo, sedimentando em mim a vontade e a necessidade de buscar cada vez mais mergulhar no mundo do rock e do metal.

Ainda que inconscientemente, tudo aconteceu aqui, neste show.

Alguns tiveram sua trajetória marcada pela outra edição do Rock in Rio, aquela de 1985. 

Alguns dirão também que Live After Death (1985) é o regstro ao vivo definitivo do Iron Maiden.

Mas para mim, esta edição de 2001 do Rock in Rio e este show em particular redefiniu de uma forma permanente e sem volta os meus caminhos musicais.

Obrigado por tudo, Iron Maiden!