sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Recomeço (ou, derrubando o muro) - agora vai?


Hoje, dia 07 de outubro, o The Seventh Wall completa cinco anos de sua existência. 

Cinco anos!

Apesar da data sugerir comemoração, admito que não há muito o que festejar no momento. Até gostaria, mas não.

Desde que publiquei meu primeiro texto de boas vindas por aqui em 2011, pensei que conseguiria manter uma constante de publicações. Seja por preguiça ou mesmo por dúvidas se um até então rascunho mereceria ver a luz do dia e me sujeitar às críticas das minhas "críticas", como viria a acontecer no Whiplash, site onde divulguei alguns dos meus primeiros artigos. 

Parei por um tempo. Nesse intervalo, tive a oportunidade de colaborar com o Collectors Room, a convite do chapa Ricardo Seelig, uma de minhas referências desde sempre na arte de traduzir em palavras os mais diversos sentimentos que a música sempre me proporcionou. Aprendi muito com os colaboradores os quais compartilhávamos ideias, as vezes consensuais, em várias outras díspares, mas sempre saudáveis, como também eram os comentários dos leitores por lá.

Ver que existe uma turma que realmente sabe compartilhar suas opiniões sem soar de forma agressiva como eram os comentários do Whiplash (hoje os leio e caio na risada), me deu uma lufada de ar fresco para retomar os trabalhos por aqui no T7W.  Exercitei meu lado "Regis Tadeu", do qual não me orgulho relendo hoje Me veio inspiração para escrever desde memórias de bons momentos vividos, e até mesmo me arrisquei a dar meus pitacos sobre política. Bem, desde o começo eu avisei que este não era um blog que falaria só de música. Mas admito que por vezes fugi do foco e, apesar de tudo, a experiência me foi muito válida.

E eis que o desânimo (a preguiça, ela de novo) me fez esmorecer novamente. 

2015 passou em branco, com somente um resumo no último dia do ano sobre o que eu vivi e ouvi naquele período

Porém, quando achei que as coisas iam seguir firmes e fortes no propósito de compartilhar minhas reflexões com vocês, e manter uma constante de publicações, por ironia do destino, apenas cinco dias depois da minha resenha sobre o excelente show que o Iron Maiden fez por aqui em BH, sofri um grave acidente automobilístico que me faria recomeçar não só o exercício do meu lado "crítico" (apesar de não considerar-me um), mas também recomeçar a VIDA do zero. 

Admito agora, seis meses depois, que ainda não sei o rumo que o T7W tomará, porém, uma coisa é certa: dentro dos meus limites e de minha inspiração, voltarei aos poucos a escrever e compartilhar um pouco do mundo que me envolve, onde a música tem papel central, mas não é o único prazer que do lado de fora do muro.

Ah, o muro... desde que ouvi pela primeira vez o disco The Wall, do Pink Floyd, até hoje para mim é inevitável traçar o paralelo do muro com tudo o que envolve minha vida. Assim, não é à toa que o nome e o conceito do blog passa pelos tijolinhos brancos erguidos por Roger Waters em 1979.

O muro é real.

E os prazeres fora dele também!

Repito, não me considero um crítico musical ou de qualquer outro segmento. Não esperem isso de mim. Minhas memórias, impressões e sentimentos pessoais serão expostos aqui. Sem pressão interna por uma periodicidade nas publicações, até porque ainda estou em recuperação física. Conforme a inspiração surgir, vou compartilhando com vocês. 

Ainda não sei com certeza, mas mais coisas boas virão junto com esse recomeço. Podcast? YouTube? Quem sabe... vamos que vamos, um passo de cada vez.

Assim, continuaremos.

Muito obrigado a todos que vêm acompanhando o blog nos seus seis anos de existência. Agradeço também aos que nos curtem e seguem nas redes sociais, seja no Facebook, no Twitter ou no nosso recém criado Instagram, mesmo sem manter uma constante de publicações por aqui.

A vida segue. 

Abraço!