segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O que eu vivi e ouvi em 2016



Enfim, 2017!

Antes tarde do que mais tarde ainda!

Assim como boa parte da população, eu também não via a hora deste ano pavoroso bater as botas, e renovar as esperanças e os blá blá blá's que fazemos a cada 365 dias.

Pessoalmente, muito pouca coisa se salvou como algo que eu possa definir como positivo neste último ano. Não vou entrar em detalhes que os amigos mais próximos já sabem. Mas a luta continua, e a expectativa de que 2017 seja no mínimo um pouquinho melhor do que 2016 ainda existe.

Por causa de todos os acontecidos pessoais do ano passado, eu também não me atentei muito aos seus lançamentos musicais. Busquei muito poucas novidades, e me prendi somente aos discos que eu mais esperava de artistas dos quais eu já alimentava alguma ansiedade em ouvir o que andaram gravando recentemente.

Sendo assim, esta edição do "O que eu vivi e ouvi" será resumida a esses lançamentos. Como sempre não necessariamente abaixo estarão os melhores discos na minha opinião, nem estarão listados em ordem de preferência. Apenas um breve comentário sobre discos que me chamaram alguma (ou muita) atenção em 2016.

Ah, todos eles estão linkados no título para audição no Spotify. São estes:


Muito provavelmente o lançamento de 2016 mais esperado por todos os fãs de metal deste planeta. Após longa espera e inúmeros projetos e turnês desde seu último disco de inéditas (Death Magnetic, de 2008), o quarteto lança um trabalho apenas razoável e não muito diferente de seu antecessor. Apesar da veia mais thrash em algumas músicas, cai no enfadonho protocolar de uma sequência de pedradas as quais poucas serão tocadas ao vivo, tendo nesse lançamento um pretexto para sair em mais uma turnê tocando as mesmas músicas de sempre. Em tempo: a versão deluxe conta com trechos de shows recentes onde as pedradas dos primeiros discos que valem a audição.



O grupo de Dave Mustaine e cia., agora com o brasileiro Kiko Loureiro nas guitarras e alvo de imensa ansiedade, euforia e até mesmo histeria por parte dos headbangers nacionais, não decepciona deste trabalho. Apesar disso, o grande destaque deste é o trabalho de bateria de Chris Adler (Lamb of God). Canções vigorosas mantém uma coesão e um trabalho que, se não é excepcional, chega bem perto disso. Mas a maior dúvida após escutar esse disco é apenas uma: por quanto tempo os egos inflados de Loureiro e Mustaine se manterão juntos na mesma banda? Na eterna dúvida infantil entre "Metallica versus Megadeth", o meu favorito em 2016 ainda é o da banda a seguir...



Enfim, thrash metal! Pedrada atrás de pedrada, e mais uma vez certeiro, um dos últimos remanescentes da Bay Area de São Francisco que mantiveram a essência do estilo. Absolutamente sensacional!



Sempre relutei em ouvir essa banda, por puro preconceito com a sonoridade e o visual deles. Como sou daqueles que se interessa em discos pela capa, me bateu forte a curiosidade de conhecer esse trabalho, que apresenta uma interessante ilustração. Porém, minha admiração ficou restrita somente à capa do disco mesmo, a grandiloquência de algumas canções e resquícios fortes da sonoridade que leva a loucura a molecada mais nova. Ainda não foi dessa vez que conseguiram me convencer.



Mais um lançamento de relíquas trazido à luz por Brian May e Roger Taylor. Dessa vez, com sessões gravadas para a lendária rede de rádio e televisão britânica, com pérolas dos primeiros trabalhos da banda. Se você é daqueles que só conhece a fase oitentista e bigodística de Freddie Mercury e cia., recomendo demais esse lançamento que remete às raízes da banda.



Não me canso de dizer que o Spaceman é o melhor músico do KISS em atividade. Até mesmo quando resolve revisitar o passado e gravar clássicos que o influenciaram em sua formação. Sem falar no time galático de convidados como Slash, John 5, Lita Ford e até mesmo seu ex-colega Paul Stanley. Boas regravações regadas ao estilo despojado e melindroso de Frehley, e como se não bastasse tudo isso, o cara ainda gravou "Rock and Roll Hell", lançada originalmente em Creatures of The Night, disco que conta com Ace na capa, mas o qual ele não gravou originalmente. 




Aliás, falando em discos de covers, eis um artista que, entre um trabalho de inéditas e outro, permeia sua carreira com inúmeras regravações de outros artistas. Às vezes ele acerta em uma ou outra canção, mas desta vez o norueguês foi longe demais em ousar destruir clássicos como "Killer Queen" (Queen), Hotel California (Eagles) e outras nem tão clássicas assim, como "The Final Frontier" (Iron Maiden). Dispensável!



Não pode faltar um lançamento nacional na lista!
A paraense Sammliz, que já despertava meu interesse desde os tempos de Madame Saatan, se aventura agora em carreira solo em um interessante trabalho que envolve rock alternativo, indie e influências de MPB. Agradável e agressivo quando a canção pede. Muito bom!



Depois de andar por caminhos experimentais que envolveram até um flerte com o dubstep, eis que um dos pioneiros do new metal volta aos holofotes com um trabalho que remete aos melhores momentos da banda. Diria até que é tão bom quanto o clássico Issues, o meu favorito dos caras. Denso, pesado e carregado de riffs sombrios e vocais psicóticos de Jhonathan Davis.



Impossível descrever em palavras a sensação que esse maravilhoso trabalho de Bowie causou em minha pessoa. Lançado exatamente no dia de seu aniversário, em 08 de janeiro, esta obra passou a fazer todo sentido com o seu falecimento, apenas dois dias depois. Tal qual um testamento, "Blackstar" revela implicitamente o sofrimento e a necessidade de colocar para fora toda sua alma em canções que compartilham com o ouvinte a tensão e a necessidade de um dos maiores astros da música em se despedir de forma digna e classuda. Sem dúvida, o melhor disco do ano e um dos melhores de toda a sua carreira.


E você? O que viveu e ouvi no ano que se passou?
Conte para nós nos comentários.

Feliz 201SEVEN!
Até breve!