quarta-feira, 7 de outubro de 2020

E nove anos depois de seu início, o #T7W volta da pior forma possível. Mesmo assim, obrigado por tudo, Eddie Van Halen!


Sete de outubro de 2011.

exatos nove anos, dava início a essa loucura recheada de idas e vindas a qual permeia o The Seventh Wall. 

Gostaria de ter um motivo pra comemorar. Mas não há. 

Tanto pela irregularidade de postagens por aqui, mas especialmente porque na véspera desta data que vos escrevo, o mundo da música sofreu uma de suas maiores e mais lamentáveis perdas. 

Eddie Van Halen, guitarrista e fundador da banda a qual deu seu próprio sobrenome, faleceu aos 65 anos de idade, após perder uma batalha de anos contra um câncer que se iniciou em sua língua, e após recuperação deste, migrou para sua garganta, de onde se espalhou para o resto de seu corpo. 

Sem medo de errar, digo que sim, ele foi A maior perda da história de seu instrumento desde Jimi Hendrix, em 1970. 

Alguns podem até citar Randy Rhoads, guitarrista de Ozzy Osbourne morto de maneira tão trágica quanto em 1982. 

Mas este também foi entre muitos outros, foi uma das crias mais influenciadas pela técnica de Eddie, que revolucionaria o mundo da guitarra, do rock e da música em geral com a popularização da técnica de tapping, que basicamente consiste em tocar o instrumento com as duas mãos "martelando" o braço da guitarra. 

A minha relação com o Van Halen transcende o rock, seja com as músicas divertidas da fase com David Lee Roth, ou em sua fase AOR/romântica, eternizada pela passagem de Sammy Hagar pelo grupo. Gary Cherone? Desconheço esse na história da banda. 

Van Halen foi a trilha dos melhores anos da minha vida, e foi eternizado em citação no meu convite de formatura, em 2013, com passagem da música "Dreams", minha favorita entre todas, de qualquer fase. 

"And in the end on dreams we will depend
'Cause that's what love is made of"



Certamente é bastante improvável alguém dizer que nunca ouviu um solo seu. Seja além dos limites de sua banda e seu auge de popularidade tocando "Beat It", com Michael Jackson em Thriller (1982), ou mesmo em trilhas que rechearam filmes da Sessão da Tarde como "Why Can't Stop Lovin' You", "Right Now", "Why Can't This Be Love", "Jump", "Love Walks In", entre várias e várias canções de sucesso em sua carreira. 

Em todos os seus shows, era raro não vê-lo com um largo e espontâneo sorriso em seu rosto, empunhando sua guitarra e fazendo o impossível parecer fácil, até mesmo quando empunhava uma furadeira para a introdução de "Poundcake". 

Da mesma forma, era tão impossível quanto não vê-lo empunhando um cigarro por entre a mão de sua palheta, o mesmo que tirou sua vida de forma tão prematura.

Hoje, com o mundo da música de luto, sua música divertidamente contagiante é em paradoxo a trilha deste dia de tristeza, e é impossível celebrá-lo de qualquer forma que não seja essa. 

Não há palavras a mais que possam descrevê-lo. 

Sobre este blog, que lá em 2011 começou também com EVH sonorizando a criação de uma forma de me comunicar com pretensões ambiciosas dentro da crítica musical, perdeu qualquer tipo de direção nesse sentido ao longo dos anos. 

Descobri que não era isso que eu queria. 

Não sou crítico musical, e nunca ouvi música analisando detalhadamente seus detalhes para diagramar algo nesse sentido.

Então, após algumas postagens modestas de minha coleção de discos no @the7thwall, perfil deste blog no Instagram, percebi que só havia alguma razão em externar algo sobre minha paixão sobre música, se o conteúdo realmente transmitisse essa paixão (ou raiva) ao leitor, seja em uma ou em uma dezena de linhas. 


Ou em somente uma foto, porquê não?

Em suma, este blog voltará à essência do que eu de fato sempre quis fazer, sem maiores ambições.

Não prometo regularidade, afinal esta nunca aconteceu na última década, por quê aconteceria agora, quando eu me sinto mais à vontade em escrever em cunho mais pessoal sobre minha relação com a música?

Música e outros prazeres do outro lado do mundo, sim e sempre. 

Mas também "No reviews, just point of view!"

Se você embarcar nessa viagem, me siga lá no Instagram também. ;)

E que assim seja. 'Vamo que 'vamo!

Ah, obrigado por tudo, Eddie Van Halen!